segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Death By Kite "Self-Titled" (2007)

01 Sweet M.
02 Bahnhof Asta
03 Himmelfahrtskommando
04 Pills
05 It's Not A Song
06 Hiroshima
07 Scared Of Heights
08 Wedding
09 Dare I Eat a Peach?
10 Love Is Never Having To Tell A Lie
11 Bulletin / out

Death By Kite é uma banda emergente do cenário underground de Copenhagen, Dinamarca formada em 2005 e que atualmente conta em sua formação com Bjorn Alexander Gotzsche Lange, Mikkel Houltoug e Sidsel Marie Hermansen. O trio carrega em sua bagagem a reputação de shows extremamente altos e introvertidos guiados através da sonoridade da banda que exala referências insanas de noise-pop e melodias urgentes ao longo deste debut auto intitulado, lançado em 2007 através da gravadora Quartermain Records. Dentre as influências mais gritantes são notáveis nomes como Placebo, Sonic Youth, Mew, Siouxie And The Banshees, Joy Division e Interpol, referências diretas que aliadas a carga densa e explosiva contida nas canções tornam a obra como um todo um trabalho incendiário do início ao fim. Canções rápidas, bateria e baixo extremamente pulsantes, guitarras mágicas transbordando delays e vocais femininos/masculinos carregados de harmonia e dramaticidade fazem do Death By Kite uma das bandas preferidas da casa e sua estréia ainda pouca difundida em território brasileiro um dos trabalhos mais pungentes e gritantes da década passada. Certamente um trabalho para ouvir e lavar a alma ou exorcizar todos os demônios contidos nela, nesta fusão perfeita entre beleza, urgência e barulho. 






segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Duyi "We Are Duyi EP" (2011)

1. Changing Your Toys
2. Everything You Think So Fun
3. Shame And Tears
4. Mequetrefe Nonstop
5. Mary
6. Run!
7. Changing Your Toys Wacka Wacka (Duyi Silent Disco Remix)

Surgida no início de 2011 como um projeto paralelo da banda gaúcha L.A.B. (Less a Bullshit) dos amigos Dan Schneider e Fernando Fisher, a Duyi presenteia-nos com seu debut lançado recentemente, o EP de 6 canções inéditas e um remix, intitulado "We Are Duyi" onde a influência direta no synth-pop dos anos 80 serve como força motriz para este excelente trabalho proferido pelo duo que também conta com João Augusto (ex-Stratopumas/Volantes/Bidê ou Balde) em sua formação. A atmosfera de colagens e loops  segue firme entre as imensidões de sintetizadores e camadas tecidas ao longo da obra, causando um verdadeiro efeito extasiante durante sua audição, seja através da urgência dançante exposta em "Everything You Thing So Fun" e sua bela harmonia de cordas ou na delicadeza dos arranjos e nos vocais de "Mary", homenagem a irmã de Fisher. As referências deste caldeirão de inúmeras influências por onde a Duyi transita podem ser notadas através de bandas como Talking Heads, Flaming Lips, Electric Light Orchestra, The Smiths, The Cure, Bomb The Bass, New Order, John Frusciante e TV On The Radio, que de alguma forma contribuem para este incrível debut e sua fusão perfeita entre os elementos orgânicos e eletrônicos presentes a cada faixa, aliados aos vocais em perfeita sincronia de Fisher e Schneider. Certamente uma estréia para alcançar o topo de qualquer lista do ano!!!


Ouça "Mary" :






quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Ryan Adams - Ashes & Fire (2011)

Não é segredo para ninguém a minha admiração pelo jovem Adams. Desde a época do Whiskeytown que fico sempre atento a seus lançamentos. Para mim ele é definitivamente, ou foi, a reencarnação (isto é o mais católico que posso chegar) de Gram Parsons, outro cara que admiro muito. Sua música sempre foi uma combinação de suas raizes(Jacksonville) “sertanejas” leia-se country/bluegrass/Nashville sounds + whisly + drogas + coração partido + rock e claro, boas companhias. Já gravou um dueto com Emilou Harris fazendo um cover do Parsons enfim, é um grande cara.

Agora careta(sóbrio) completamente lançou o aguardadissimo (pelo menos ali em casa) Ashes & Fire um disco que jornalisticamente diríamos volta as raízes (sim, eu utilizei um emulador de resenhas) e quebra sua parceria com o Cardinals, banda com a qual vinha gravando seus últimos trabalhos. Dizer que é um álbum excelente seria um exagero mas, ele tem momentos incríveis. A gravação, produção do disco é de um rigor extremo e ficou a cargo de Glyn Johns. Os microfones captaram tudo de forma belíssima e a voz de Adams está melhor do que nunca e tudo foi feito com o maior primor possível. Muita coisa denota para um disco acústico com pianos, violões, violinos tudo em quase primeiro plano, perdendo apenas para as vozes.

O disco abre com Dirty Rain que caberia perfeitamente em um disco do Whiskeytown e claro que já falei mas, repetirei, a voz dele está muito boa. Nunca saberemos se é a falta das drogas, da bebida e tudo mais, eu nunca acho que isto vem para o bem em um artista mas, ele está muito bem, seja lá qual for a técnica/fuga que utilizou. Ashes and Fire, que dá nome ao disco é definitivamente a melhor. Não sei se existe mas é uma valsinha country, música pra tocar numa festa de debutantes em Nashville e coloca Ryan mais uma vez no patamar dos grandes compositores e músicos da cena sulista e country norte-americana. Come Home é uma baladinha, outra que caberia muito bem no Whiskeytown e parece aquelas músicas de fim de filme, chamando alguém de volta para casa. É um convite a alegria e o fim de um exílio mesmo que seja apenas dentro de si mesmo e isto diz muito já que recentemente citou em entrevistas que por muitos anos virou um personagem em sua própria vida. Atuou como fantasma e muito disso pode ser resultado de uma vida ou temporada de excessos. Em sua vida sempre passou por altos e baixos, ora extremamente feliz e hora em completa depressão, corações partidos e uma briga até com a música e com o público.

Recentemente ameaçou largar completamente a música devido a problemas sérios de saúde, ainda bem que desistiu desta burrice. Alie a isto o fato de sua avó (que o criou) ter morrido durante a elaboração do disco e pouco antes ter ligado para Adams pedindo (Come Home) que ele voltasse para casa para que ela o visse, antes de morrer.
A cantora e pianista Norag Jones tocou piano no disco e participou da criação de 3 faixas, Come Home, Save me e Kindness. Além dela, o guitarrista dos Cardinals e sua esposa Mandy Moore participaram, ele como guitarrista e ela fazendo os vocais de apoio.

Para resumir um pouco, é um grande álbum. Uma pessoa despreparada/desacostumada a country music talvez se sinta um tanto deslocada ouvindo ele mas para os amantes da boa música e desnudos de preconceito uma verdadeira pérola.


segunda-feira, 17 de outubro de 2011

lavalsa "lavalsa" (2011)


01 Simon's Song
02 Grissitar
03 Impossible Dreams
04 She Floats

Complicado é pegar um disco para resenhar, achá-lo ótimo e ter que se contentar com apenas 04 músicas. A faixa de abertura tem guitarras tenazes e um andamento esperto, isso tudo com um vocal certíssimo sobre esse cara que acha o mundo estranho. A instrumental Grissitar é a pausa antes da melancólica Impossible Dreams, que lembra, em suas passagens mais pesadas, noventeiras como Pist*On e canções soturnas do Anathema.

Mas o fechamento do disco foi que me cativou. She Floats, canção verdadeiramente filha do SY, com um vocal lindão demais, desapegado e despojado, candidata ao som mais maneiro que ouvi ultimamente.

Agora é esperar por um full-lenght, essas doses homeopáticas estão me deixando ansioso demais.


sexta-feira, 14 de outubro de 2011

s.o.m.a. "Deus Ex Machina" (2011)


01 dogma
02 moirae
03 through a glass darkly
04 .g
05 the myth of sisyphus

Eu já andava bastante curioso em ouvir este disco, principalmente após ouvir um streaming de Dogma, a faixa de abertura deste disco, mas também pelo fato de conhecer o som da s.o.m.a. desde o lançamento de Om. Naqueles dias eu ouvia muito post rock, e esses caras me chamaram a atenção.

Então, eu não sabia que o Lucas também tocava na Herod Layne, outra banda muito bacana que tive a oportunidade de ver em Porto Alegre no Sinewave Festival, bem no meio do carnaval deste ano. Foi lá que conheci esse cara, que estava aparentemente tenso antes do show, mas isso acontece com todos nós...

O Al foi quem me colocou a par da multifuncionalidade do Lucas, e quando contei para ele que curtia muito essa banda me pediu que resenhasse este disco, "beleza", pensei, e está sendo muito bom fazê-lo. Deus Ex Machina possui uma infinita série de referências ao estilo mais reflexivo do rock alternativo. Ali, de cara, encontrei um pouco da minha banda favorita desta área, Yndi Halda, porém com aquelas saídas cheias de diminutas, herança metálica, que se vê nas progressões que a banda toma como direção, lembrando muito sons como Parhelia e canções mais pesadas do Mogwai. Claro que a banda não é um acúmulo de referências, ela tem seu lado único, motivo que sempre me levou a curti-la. Seus arranjos em violões com alternâncias entre 3/4 e 4/4 são de bom gosto elevado, onde se vê a coragem de brincar com valsa, música romântica e diminutos 'diabolos in musica', tudo isto cercado de muralhas emocionais erguidas com guitarras muito pesadas, bateria inspirada e baixo marcante. Fora o solo de '.g', que foi o melhor que ouvi neste ano.

Faça como os caras, abra a bag, toque o disco, feche a bag e espere o próximo.






quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Starfire Connective Sound "The Sound Also Rises EP" e "Self-Titled EP" (2011)

"The Sound Also Rises EP" (2011)
01 Drive The Breeze
02 The Girl With A Country Name
03 The Sound Also Rises
04 Acid Morning Ride
05 To Dream That You Are Floating Drunk Among The Storm
06 No Horse Heaven
07 Head Full Of Ghosts, Heart Full Of Whores
08 Drive The Breeze (Echo Vocal Mix) Bonus Track


"Starfire Connective Sound EP" (2011)
01 I Sweep The Streets Without Finding God
02 They Call Her One Eye
03 This Modern Cave
04 Electric Whore
05 Love Is A Lonely  Ghost Floating Inside
06 Walt Whitman's Brain
07 Starfire Connective Sound




Dead Skeletons "Dead Magick" (2011)

Menções a temas como ocultismo e esoterismo. psicotrópicos, morte e espiritualismo são alguns dos pontos centrais que emanam diretamente na obra de estréia deste quarteto formado na capital islandesa, Reykjavik por Nonni Dead, Henrik Björnsson e Ryan Carlson Van Kriedt. Surgidos sob os mesmos ares gélidos de algumas das bandas mais geniais, piradas e inovadoras da história como The Sugarcubes, Björk, Sigur Rós, Go Go Darkness e Singapore Sling o Dead Skeletons não deixa seu nome para trás com seu debut intitulado Dead Magick e surge com uma obra digna de qualquer lista de melhores do ano ao fundir lisergicamente seu groove psicodélico com tons dark e neo-góticos em 12 canções carregadas de mistério e experimentalismo. Druggy music ao melhor estilo do legado deixado por Anton Newcomble e seu The Brian Jonestown Massacre com influências diretas de Suicide dando novos ares ao futuro da música psicodélica onde o tema central passa a ser a morte e os sintetizadores e guitarras regem o clima perturbador nesta pérola alucinógena que certamente deverá ser mantida como um divisor de águas na história da nova música alternativa e underground mundial. Um disco essencial do início ao fim!!!




quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Freak SCene: "Catarina Sounds" (2011)

01 "Quando os Muros se Tornam Estradas" Bela Infanta
02 "Junia" Cassim & Barbária
03 "Drive The Breeze (Echo Vocal Mix)" Starfire Connective Sound
04 "Príncipe" Búfalo
05 "Manabu" Os Skrotes
06 "ICU" Where I Belong
07 "Outono de 1987" Bela Infanta
08 "The Orchard III" Cassim & Barbária
09 "The Girl With A Country Name" Starfire Connective Sound
10 "Hanna" Búfalo
11 "O Estupro dos Cisnes" Os Skrotes
12 "Anymore" Where I Belong

                                                                                                                        
                                                                                                                        Texto por Léo Telles Motta

Através de manifestações ora discretas, ora extravagantes, a produção cultural alternativa efervesce mundo afora. Agora. Mas não só agora, não só lá fora e certamente não só o que é captado pelos curtos braços da mídia tradicional e até mesmo de portais mais relevantes destes segmentos. Santa Catarina, ainda que a raros passos mais largos, é também parte dessa efervescência. A coisa está acontecendo aqui dentro e lá fora; o produto é descentralizado e o meio também, cada vez mais.

Na coletânea Freak SCene: Catarina Sounds, o músico gaúcho Al Schenkel - instalado no sul catarinense há cinco anos - faz uma curadoria com algumas dessas conexões musicais mais recentes. A tracklist é diversificada tanto em questões sonoras quanto em seu desdobramento geográfico. De Guaramirim a Criciúma, passando por nossa capital e outras grandes cidades nos arredores, temos vários pontos dentro da linha tênue que separa o minimalista e o explosivo, o lo-fi e o super-produzido.

Instrumental junkie, krautrock, noise-rock, folk, grunge e pós-punk são algumas das tags para esta coletânea, que traz uma salada de nomes ainda mais diversa; Cassim & Barbária, Starfire Connective Sound, Búfalo, Skrotes, Where I Belong e Bela Infanta. O que há neste registro é um apanhado perspicaz de uma cena recente - e até um pouco subestimada - que grita por atenção, por sua sinceridade e comprometimento ao livre espírito da criação musical. De quebra, essa mixtape é empacotada (na medida do possível, se tratando de arquivos digitais) pela arte de Itapa Rodrigues, músico e artista plástico gaúcho. 




terça-feira, 27 de setembro de 2011

The Shoegaze Collective Sounds: A Wordwide Sound Explosion (2011)


Disc 1

01 "Red Dog" Morpheme
02 "You Kids Should Know Better" Airiel
03 "Humming" Medialunas
04 "Written" Drowner
05 "Dead Man's Hands" The Crushing Low
06 "Taking The Pass" Fjord Rowboat
07 "Frozen (In Time) Waterballoon" This Lonely Crowd
08 "Runaway" Badhoneys
09 "Downtown" Autumn Thieves
10 "Empty Streets of L.A." Moloko Velocet
11"To Dream That You Are Floating Drunk Among The Storm" Starfire Connective Sound
12 "On & On" Free Electric State"
13 "Night" The Foreign Resort
14 "Near" Transmission
15 "Gone" Chatham Rise
16 "Quando os Muros Se Tornam Estradas" Bela Infanta
17 "Bernadette" Brief Candles
18 "Prelude For Antecipation" Herod Layne
19 "Redemption" Clarence Mayhew
20 "Song Of The Moon" Plasticstatic
21 "Oh So Clear" Stellarscope
22 "Wildfires" The Solar System
23 "Thank You" Data Unit
24 "When We Talk' New Speedway
25 "Alpina" Acaena Eterna



Disc 2

01 "Silence" Spell 336
02 "Cathode Ray" Screen Vinyl Image
03 "Below" Asalto al Parque Zoológico
04 "Don't You Put Your Hands There" Scarlet Chives
05 "Rocket Fuzz" Loomer
06 "Road Meets The Sky" The Fauns
07 "Dogma" S.O.M.A.
08 "Sirens" Her Vanished Grace
09 "White Christmas" 93MillionMilesFromTheSun
10 "Come Together" The Tamborines
11 "Ich Bin Zang" Music for Headphones
12 "Bury My Heart In Warsaw" Lautmusik
13 "Sacrificial Anode" Folieu Adieu
14 "Great Times" Panophonic
15 "Swamp" Hangin Freud
16 "The Waiting Song" ixtlan.noisetrack
17 "Forever Shaken" This Ascention
18 "About Kings And Queens II" The Sorry Shop
19 "How It Is" Lightfoils
20 "Send City Down" Ursula Minor
21 "The Ballad Of Billie Pearl
22 "Catch Your Fall" Presents For Sally
23 "Breathless" Wood Owls
24 "Black Pearls" Death Valley Sleepers
25 "Drawn To The Sea" Andy Durutti







quinta-feira, 22 de setembro de 2011

The Oscillation "Veils" (2011)

Impressionante o poder de absorção e impacto que alguns discos são capazes de propor logo de cara e isto me ocorreu instantaneamente na audição de "Veils", segundo disco desta banda inglesa formada por Demian Castellanos, Tom Rellen, Chris Wackrow e Jon Abbey onde a lisergia psicodélica é fundida as influências krautrock rendendo canções chapantes com texturas melancólicas e flutuantes ao longo da obra. O disco é uma fusão concisa de experiências delirantes e extasiadas onde o experimentalismo dita as regras, proporcionando ao ouvinte um poder quase xamânico de transe. "Veils" surge após quase três anos do debut lançado pelo quarteto: "Out Of Phase" e acerta em cheio na viagem total proposta pela obra como um todo. Destaques para "Future Echo", "Fall", "Telepathic Birdman", "Shake Your Dreams Awake", "See Through You" e "Lament". Uma obra essencial  para fãs de Spaceman 3, NEU!, Tangerine Dream e Miles Davis e toda a loucura capaz de ser proposta através da música. Nota 10 e certamente um disco para qualquer lista de melhores do ano!!!



Sin Ayuda "Noise Reminders" (2011)

Há pouco mais de um mês a banda Sin Ayuda dava sinais do que estava por vir através do single "Wednesday, Thursday Lie", uma prévia concisa e empolgante usada como carro-chefe para anunciar a chegada de seu primeiro disco cheio, o álbum "Noise Reminders". E eis que ha poucos dias este marco fora alcançado por este quarteto de Taubaté/São José dos Campos formado por Vinícius Pacheco, Julito Cavalcante, Diego Xavier e Ricardo Henrique, ganhando rapidamente e merecidamente seu espaço junto a blogs especializados e mídias que destacam e sabem reconhecer música de qualidade, aumentando aos poucos este número de admiradores fiéis que a banda vem conquistando desde o lançamento de seus trabalhos anteriores. Noise Reminders é uma celebração ao barulho despretensioso e a psicodelia que afetam e são usadas como núcleo de inspiração pela banda, aliadas as influências alt-rock clássicas dos anos 90 e também ao folk-rock, o que acaba por dar a banda diferentes vertentes mas que se intercalam como em um passe de mágica ao longo da obra, rendendo tanto em baladas desconcertantes e lisérgicas com em "Math",  na beleza melancólica de "Oneironaut" e em "Strange Things Happen In The Universe" e seu final caótico quanto em canções como "Advice From A Grandmother Gull", "Country House" e a já citada "Wednesday, Thursday Lie", que apostam na urgência como verve e plano de fundo. A Sin Ayuda de longe é uma das bandas mais bacanas desta nova safra de nomes surgidos pelos quatro cantos do país e seu trabalho merece de pé aplausos pelo conteúdo altamente bem elaborado e pela despretensão contida acerca dele. Uma obra excelente do início ao fim e altamente recomendada!!! 

Download

Veja o teaser do disco Noise Reminders:

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

ixtlan.noisetrack "Songs For Guys On Their Thirties EP" (2011)

01 "Murder"
02 "The Riding Song"
03 "Jesus Stole My Car"
04 "Your Time To Sleep"
05 "The Waiting Song"

Fazer rock alternativo no Brasil definitivamente nunca foi um trabalho viável pra quem sonha em viver de sua arte e torná-la possivelmente uma profissão rentável desde sempre mas isto não tem sido um problema para quem vem acompanhando o surgimento em grande escala de novas bandas e seus respectivos trabalhos nos últimos anos. Claro que este fator implica no processo de gravações de álbuns, na movimentação dos artistas em relação a shows e tudo mais, mas este favor negativo não vem a tornar-se um impecílio total para quem realmente acredita no que faz e o faz por puro e admirável amor ao ideal. Extremamente anexado a este conceito praticado surge a ixtlan noisetrack, duo formado em 2008 por Nando Guglielmi e Jaime Castro na cidade de Gravataí, RS nos trazendo a tona seu debut intitulado "Songs For Guys On Their Thirties EP", uma obra contendo cinco pérolas certeiras lotadas de boas referências e intimismo ao longo das faixas, seja pelo punch de guitarras pungentes evocando um culto ao alt-rock norte americano dos anos 90 da ótima faixa de abertura "Murder" e em "Jesus Stole My Car", nas introspectivas e louváveis "Your Time To Sleep" e "The Riding Song" com seus vocais em tons confessionais ou na parceria perfeita em conjunto com o vocalista Daniel Rosemberg da banda Moldavia, resultando na maravilhosa "The Waiting Song", faixa que encerra o EP de forma excepcional nos dando a certeza de que não precisamos buscar apenas no mainstream ou nos círculos viciosos sugeridos pela mídia por obras geniais para suprir nossas necessidades em ouvir trabalhos com alta qualidade e que o rock underground brasileiro anda em alta, talvez como jamais esteve apesar de cativar um pequeno grupo de admiradores e não atingir grandes massas de ouvintes. Enfim, "Songs For Guys On Their Thirties EP" é para lavar a alma de qualquer pessoa que desacredite no que é produzido em território nacional e altamente recomendado a partir de agora. Excelente!!!



segunda-feira, 12 de setembro de 2011

This Lonely Crowd "The Art Of Training Squirrels" (2011), from Doppeldanger And Other Delicious Secrets

Convidado e orgulhosamente encarregado de liberar e publicar a primeira faixa que abre o novíssimo disco de bsides dos Curitibanos da This Lonely Crowd, com a faixa The Art Of Training Squirrels da obra intitulada "Doppeldanger And Other Delicious Secrets" eis que o quarteto formado na capital Paranaense no ano de 2009 por Tweedledum, Tweedledee, Humpty Dumpty e Red Queen visita as páginas do blog pela primeira vez. "Doppeldanger And Other Delicious Secrets" surge á tona como o lado B do recente e essencial "Some Kind Of Pareidolia", primeiro disco cheio da banda e suas cinco faixas absurdamente geniais foram divididas para o lançamento individual através de cinco blogs/sites escolhidos pessoalmente pela banda. The Art Of Training Squirrels trata-se de uma amostra perfeita do poder criativo da banda em seu ápice total, onde as influências diretas de post-rock e dos primeiros trabalhos do Smashing Pumpkins, anexadas a fixação dos integrantes por contos de fadas, em especial e notavelmente pelas obras de Lewis Carrol regem o clima introspectivo e assombroso ao qual a faixa nos guia, com sua atmosfera de guitarras flutuantes onde os graves do baixo e a bateria arrastada intensificam o intimismo tecido pelo quarteto ao longo de seus 7 minutos e 18 segundos de pura lisergia. A This Lonely Crowd de longe é uma das bandas mais instigantes e interessantes surgidas nos últimos anos em nível mundial e se você não sabe do que estou falando basta conferir seus trabalhos disponibilizados gratuitamente através do grandioso selo independente Sinewave, lar de grandes bandas do cenário nacional. Altamente recomendado!!! 

OUÇA E BAIXE : 

Segue a lista de blogs referentes a cada publicação das faixas de "Doppeldanger And Other Delicious Secrets"

01 "The Art Of Training Squirrels"  Sussurros e Escarros
02 "Lolo" Floga-se
03 "There Comes The Seelie Court" Ambexplosão
04 "Playin' me Heartstrings" Defenestrando
05 "First Kid On Mars" Rockinpress




terça-feira, 30 de agosto de 2011

The Nocturnes "Aokigahara" (2011)

"Aokigahara" é o primeiro Full Lengh desta banda formada em Los Angeles no ano de 2007 por Emma Ruth Randle, Julian Rifkin, Paris Patt e Dave Clifford. A combinação de elementos shoegaze, folk, sadcore, post-rock e chamber pop em tons góticos e soundscapes tênues são exercidas de forma mágica na estréia deste quarteto que exala melodias reverberadas, guitarras atmosféricas e harmonias super bem estruturadas. Vale lembrar que Emma e Dave também fazem parte da bacana Red Sparowes, banda instrumental/post-rock formada na mesma cidade onde o The Nocturnes surgiu. Sem mais delongas deixo-lhes "Aokigahara" e suas oito pérolas que parecem ter sido tecidas para alguma soundtrack de sonhos e divagações, uma obra e tanto para para refletir nestes dias onde a chuva parece deixar os dias mais longos, cinzentos e introspectivos, assim como a sonoridade remetida pelo The Nocturnes. Obrigatório!!!



segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Hierofante Púrpura "Transe Só" (2011)

É fato que poucas bandas brasileiras venham a me surpreender com suas letras quando executadas em português e o Hierofante Púrpura encabeça esta pequena lista junto com Lê Almeida, Bela Infanta e Viana Moog. "Transe Só" é o fechamento de um ciclo envolvendo o lançamento do primeiro disco cheio deste trio de Mogi Das Cruzes/SP formado por Danilo Sevali, Gabriel Mattos e Diogo Menichelli no ano de 2005 e que em 2009 deu início a esta trilogia maravilhosa antecedida pelos EPs "Adubado", de 2009 e "Crise De Creize", também de 2009. O caldeirão de semelhanças ficam a encargo de Pavement, Arnaldo Baptista, Yo La Tengo, Fugazi e tantos outros nomes maravilhosos que com sua parcela de influência acentuam a sonoridade do trio que passeia lisergicamente pelo alt/rock noventista com doses irreversíveis de psicodelia e uma pequena parcela de tropicalismo, e tudo isso orquestrado em meio a vocais esganiçados, instrumentais ácidos e pungentes e letras com um lirismo embriagado desconcertantes. Em uma época onde uma grande parcela das bandas fazem o impossível para seguir as tendências e alcançar seu lugar ao sol e os holofotes que acercam os meios radiofônicos e virtuais a Hierofante Púrpura deixa de lado esta pretensão, digamos que efêmera para dar vazão as suas ideias primais e exercer com total veemência e ardor este verdadeiro liquidificador sonoro por onde são extraídas suas canções colocando-os ao topo das bandas mais expressivas e honestas artisticamente em território brasileiro. "Transe Só" e suas 12 pérolas chapantes é um lançamento em conjunto entre os selos independentes Popfuzz Records e Transfusão Noise Records e um misto de qualidade, poesia e psicodelia como poucas bandas são capazes de tecer. Uma obra viciante e obrigatória do início ao fim!!!


       

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Pavement "Perfect Sound Forever" (1991)


  1. "Heckler Spray"
  2. "From Now On"
  3. "Angel Carver Blues/Mellow Jazz Docent"
  4. "Drive by Fader"
  5. "Debris Slide"
  6. "Home"
  7. "Krell Vid-User"

Boa noite, pessoal! Esse é meu primeiro post como colaborador do blog, e eu sou o vulgarmente conhecido como nando, e já que eu não sou um cara muito exagerado vou começar com um post bem pequeno, de um ep muito cru, lançado em 91 pela minha banda favorita, o Pavement.

Perfect Sound Forever foi o último de uma sequência de ep's lançados pela banda antes da estréia fenomenal do Slanted & Enchanted, e é um disco um pouco diferente, principalmente pelo peso das guitarras e melodias muito mais cruas. O engraçado é que após o sucesso do disco de estreia a DragCityRecords, que lançou os 3 primeiros ep's do PVMT os relançou em uma compilação (Westing...), e ganhou muita grana sem deixar um centavo pra turma do Malkmus...

Enfim, ainda que não lapidadas, todas as características do PVMT estão aqui, como as microfonias à la Lou Reed, a tosquíssima bateria de Gary Young, o estilo displicente de cantar do Malkmus e suas letras indecifráveis, e o sempre 'melhor do mundo' Bob Nastanovich com seus berros como marca registrada.

Um disco que me influencia até hoje, essa é a minha recomendação de estreia!

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Brazilian Noisy Poetry Makers "Vol. 3" (2011)

01 "Hiding From The Sun" Planant
02 "Better Than Us" The Voltage
03 "Morning Off (Exit 1)" Drama Beat
04 "Hot Fantasy" Carne de Monstro
05 "About Kings And Queens II" The Sorry Shop
06 "Are You Scared To Get Happy ?" Pale Sunday
07 "Half-less Love" Seamus
08 "Black Grass" AMP
09 "Amor as Putas" Iansã
10 "Everything You Think So Fun" Duyi
11 "Before" Twin Cities
12 "Unimpressed" Driving Music
13 "Curves & Curses" Fragile Arm
14 "Kostroma" Avec Silenzi
15 "Príncipe" Búfalo
16 "Anymore" Where I Belong
17 "Black Snake Rock" Orange Disaster
18 "Anne & Frank" Churrus
19 "Bells" A Red So Deep
20 "Depressurization" Escarlatina Obsessiva
21 "Don't Mess With My Heart" Mess
22 "Burst" DJ6
23 "Angelica Bela" My MIDI Valentine
24 "I Walked All Over You" Marfusha
25 "Living Room" Superbug
26 "Modern Kidnapper" The Vain
27 "Space And Time" Beatsick Sailors
28 "Hitler Hairdo Attacks!" Serotonina
29 "Sugar Pie" Super Amarelo
30 "Loxhanxha" Dorgas
31 "Para Onde Apontam Seus Móveis" Tape Disaster
32 "Not About You" Modern Walls








sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Búfalo "Too Young To Think Of Dying EP" (2011)

01 Príncipe
02 Hanna
03 Remorso
04 Pacto
05 Sincero
06 Promessa

Santa Catarina é um dos estados brasileiros com menor rotação e produção de música alternativa dentro do país e isto não é nenhuma novidade para pessoas antenadas no assunto em questão. Mas isto não serve como regra e esta dupla de Balneário Camboriú surge para nos provar que às vezes menos e mais, nos brindando com um dos melhores trabalhos do ano, seu EP de estréia "Too Young To Think Of Dying", uma pequena pérola e seus quase quinze minutos de introspecções e canções tênues tendo com o oceano seu plano de fundo constante. O duo chamado Búfalo surgiu entre a parceria de Felipe Mattos e Renan Pamplona através de projeto post-rock intitulado Nvblado, como uma alternativa para a criação de canções menos carregadas e detalhistas e expor sua verve lo-fi inspirada em nomes como Wavves e Sleep Party People. ""Too Young To Think Of Dying", o primeiro trabalho da banda e suas seis canções assolam o universo intimista dos dois jovens músicos onde beleza e tristeza fundem-se de forma única, criando soundscapes simples porém densas onde as referências diretas com chillwave e o sad-rock seguem como estrutura a obra. Certamente uma das mais belas surpresas de 2011 e mais um disco obrigatório no universo dos bons sons!


sexta-feira, 29 de julho de 2011

Iansã "Yo Tengo Ilusiones EP" (2010)

01 Amor As Putas
02 Prelúdio De Um Parto Prematuro
03 O Grande Mofo
04 Max Demian 

Explosões sonoras de densidade e efeitos caóticos, nillismo bruto e urgência total em quatro canções elétricas ao extremo, que exploram todas as emoções perturbadoras e ruidosas que assombram a mente deste trio, transformando-as em verdadeiras bombas dissonantes carregadas de angústia e lirismo sujo. A Iansã surgiu na cidade de Sorocaba/SP, berço de algumas das bandas mais bacanas do país, em meados de 2009 e conta atualmente em sua formação com Mandi Naughton, Mariana Rodriguez e Marco Ruiz. "Yo Tengo Ilusiones" é a estréia da banda, lançado em 2010 e que aposta nas vertentes mais ruidosas da música como ponto alto e central de suas composições, acumulando influências no-wave, avant-garde, noise, grunge e post-punk e que podem ser notadas ao longo do EP. Em uma época onde o indie-rock no Brasil é atualmente assimilado a "bundamolisse" e canções fofinhas de bandas inexpressivas a Insã surge como um divisor de águas com seu culto massivo de guitarras espásmicas e ritmos pungentes, letras desconcertantes e perturbadoras, neste verdadeiro caldeirão de efeito extasiante e fantasmagórico. Uma estréia onde a beleza e o caos fundem-se incontestavelmente bem. Extremamente obrigatório!!!





Coletânea Hominis Canidae 2 Anos (2011)

01 Umreais "Jogras"
02 Câmera "Going Nowhere"
03 Ex-Exus "O Bloco Que Você Me Deu" (Pré-remix)
04 Sin Ayuda "Wednesday, Thursday Lie"
05 Siren Bang "Camino"
06 Venice "Hyena"
07 Lupe de Lupe "Às Vezes"
08 Starfire Connective Sound "Head Full Of Ghosts, Heart Full Of Whores"
09 Team.radio "French Doll" (Master)
10 Sex On The Beach "Orange Juice"




quarta-feira, 27 de julho de 2011

Alan Vega, Alex Chilton e Ben Vaughn "Cubist Blues" (1996)

Registro maravilhoso e esquecido no limbo dos bons sons gravado em apenas duas noites: o primeiro com a versão de estúdio gravado em 7 dezembro de 1994 em Nova York, e o segundo gravado ao vivo em Rennes, também no dia 7 de dezembro porém dois anos depois, em 1996. "Cubist Blues" é um ato de improvisação de três mentes geniais: Alan Vega, do Suicide; Alex Chilton, eterno e falecido líder do Big Star e Ben Vaughn, produtor e músico americano com uma carreira bastante vasta. Disco obrigatório para fãs de ambos artistas envolvidos onde o experimentalismo musicado por Chilton e Vaughn são guiados pela voz inconfundível de Vega, um instrumento único no mundo da música underground mundial. Super aconselhado!!!

Studio (1994): Download e Live (1996): Download







Sin Ayuda "Wednesday, Thursday Lie" Single (2011)

Seguindo a combinação formulada no EP "Evergree", Lançado no primeiro semestre deste ano e que, de forma sublime alçou belas críticas por sua fusão coesa entre folk, alt-rock 90's e psicodelia, o quarteto de Taubaté/São José dos Campos-SP, Sin Ayuda ressurge ao universo dos bons sons para mais uma pérola lançada ao mundo.
Com o single "Wednesday, Thursday Lie" apresenta uma prévia do que será o disco de estréia intitulado "Noise Reminders", com previsão de lançamento para setembro de 2011, através do selo coletivo alagoano Popfuzz Records.
A Combinação entre ruídos, intimismo e lisergia aparecem aqui em seu ápice total. e o que inicialmente vai ganhando vida entre vocais abafados e riffs de violão, rapidamente vem a tornar-se um verdadeiro fio desencapado, dando lugar a guitarras altas, bateria e baixo pulsantes, efeitos e microfonias certeiras, fazendo de "Wednesday, Thursday Lie"um carro-chefe de primeira linha para o aguardado lançamento da banda no segundo semestre deste ano.


sexta-feira, 22 de julho de 2011

Sobre A Máquina "Areia" (2011)

Para a grande maioria que tem como referência a música comercial e derivados do pop como norte em sua educação musical certamente este disco estará muito longe de uma associação lógica ou/e passará bem longe de seu discernimento. Em "Areia", segundo disco deste trio carioca formado por Cadú Tenório, Ricardo Gameiro e Emygdio Costa o experimentalismo explícito é centralizado e tecido juntamente a camadas de influências vinculadas ao industrial, ao dark ambient, a no-wave, ao drone e ao noise, tornando o sucessor de seu trabalho de estréia "Decompor" uma obra um tanto quanto assombrosa  e enigmática para alguns ouvidos menos preparados, um tanto perturbador podemos também por assim dizer. Não trata-se apenas de experimentalismo ou barulho acumulado e exercido de qualquer maneira mas sim de uma verdadeira obra onde ruídos são orquestrados em meio a um verdadeiro caos, um caos lento de total entorpecimento que age  diretamente sobre o cérebro em uma torrente mágica de ambientações fantasmagóricas e claustrofóbicas, enfim algo que jamais banda alguma em território nacional fosse capaz de me propor com tamanha desenvoltura e facilidade. "Língua Negra", "Barca", "Foz" e "Garça" são uma fusão meticulosa e minuciosa da paixão detalhista de cada integrante transbordantes da superfície ao âmago de cada canção e que possivelmente poderiam ser assimiladas como uma soundscape tanto para obras surrealistas de Renè Magritte quanto as paisagens turbulentas de Goya. "Areia", segundo disco da banda Sobre a Máquina é uma verdadeira obra-prima em todo o ápice de seus realizadores e um marco monumental na história da música experimental e independente brasileira.Nota 10.


segunda-feira, 11 de julho de 2011

Twin Cities "Everybody Knows, Except Me EP" (2011)

Banda formada no ano de 2008, na cidade de Bagé/RS por Diego Maraschin, Beto Martinez e Igor Montanari, trio este responsável pelo lançamento do EP "Five Days Off", de 2009 e pelo disco cheio "Odd" de 2010. Em 2011 a Twin Cities surgiu com uma ideia memorável e interessante: o lançamento de 23 canções inéditas, divididas entre quatro EPs, no intervalo de quatro meses entre cada um deles além de dez singles, com doze faixas bônus, que incluirão covers e versões alternativas das canções, chegando ao total de 36 músicas dentro de um ano. Um trabalho bastante árduo para esta banda que na data de hoje, 11 de julho nos brinda com o primeiro material desta nova empreitada, o EP "Everybody Knows, Except Me" e suas seis canções que transbordam toda a verve da década de 90 em uma obra repleta de guitarras sujas, melodias urgentes e vocais rasgados, tendo na cena musical de Seattle sua principal  fonte de inspiração. "Escape", "You Know", "Luck", "Before", "Nightmares" e "Sixteen Hours Ago" são seis pérolas dissonantes que compõe a obra, exprimindo homogeneamente toda a angústia, melancolia e raiva em refrões pungentes e composições repletas de um intimismo visceral extraído diretamente do âmago de cada um dos integrantes. Um disco maravilho do início ao fim para ouvir de olhos fechados e lavar a alma. Altamente recomendado!!!
OBS.: Não deixe de acompanhar os próximos lançamentos da banda e baixá-los gratuitamente em seu site: Twin Cities


Teaser explicativo sobre a proposta da banda:


sexta-feira, 8 de julho de 2011

The Shoegaze Collective Sounds "Compilation" (2011)

01 Stellarium "Any Day Is Fine"
02 Lautmusik "Invisible Shield"
03 Spell 336 "Tears Of Sky"
04 Loomer " All Gone"
05 Drowner "Chime"
06 Asalto Al Parque Zoologico "Breeze"
07 Data Unit "For Your Smile"
08 93 Million Miles From The Sun "July Sky"
09 Starfire Connective Sound "Acid Morning Ride"
10 Stellarscope "Still Standing"
11 Transmission " Missing"
12 Chatham Rise "In Skies"
13 Screen Vinyl Image "Slipping Away"
14 Bela Infanta "Refratário"
15 Autumn's Grey Solace "Gondwanaland"
16 Lavalsa "She Floats"
17 Morpheme "Stratosphere"
18 Acaena Eterna "Michelia"
19 Herod Layne "Prelude For Anticipation"
20 [aftersun] "Old Dreams Are Not Innocent"
21 Her Vanish Grace "Countdown"
22 The Tamborines "Come Togheter"
23 Curchilhill Garden "Lost Vocal Version"








quinta-feira, 7 de julho de 2011

SINGLE PARENTS E O PROJETO COLABORATIVO PARA LANÇAMENTO DO PRIMEIRO DISCO

E uma das bandas mais bacanas da nova geração do rock alternativo brazuca surge pela primeira vez no blog, não exatamente para um apresentação formal conforme ocorre por aqui habitualmente, mas sim por um motivo mais do que honesto e especial: Uma mobilização por parte de amigos, fãs e interessados para arrecadação de verbas para a viabilização do primeiro disco cheio da banda através do método chamado "CROWDFUNDING". 

Vale lembrar que esta fórmula para arrecadação não vem a favorecer apenas a banda e sim principalmente os apoiadores do projeto, oferecendo prêmios conforme o valor doado. São sete faixas de contribuição, com valores que vão de R$ 10.00 a R$ 800.00 com premiações fantásticas, que variam conforme o valor, passando de links para versões acústicas de algumas das músicas, podcast exclusivo relatando o processo de gravação e um pouco da biografia da banda, CD autografado, DVD, camiseta da banda, ingresso VIP  e até um show na sua casa ou onde preferir. No site da Catarse você poderá ler atenciosamente sobre toda a premiação e valores, além da explicação detalhada da ideia.

"A razão principal de inscrevermos este projeto no Catarse foi a possibilidade de oferecermos a todos apoiadores recompensas exclusivas e conteúdo inédito em primeira mão, envolvendo 100% o público nesta importante fase da nossa carreira. Em todas as faixas de preço prezamos pela produção de materiais em alta qualidade, em versões especiais e limitadas" reforça a Single Parents. 


Projeto Catarse - Banda Single Parents from Single Parents on Vimeo.


A Single Parents, que surgiu em São Paulo em 2009 é responsável por um EP super bem criticado lançado  em janeiro de 2010 e intitulado " Coul You Explain?", fato que certamente culminou no ideal de fazerem da banda sua única profissão, e nada mais honrável para uma banda que exerce com maestria seu propósito e trabalho. Dá uma sacada no vídeo da ótima "Homesick" deste trio formado por Fernando Dotta, Anderson Lima e Rafael Farrah.


Neste momento a banda trabalha no já citado primeiro disco cheio, com previsão de lançamento para o segundo semestre de 2011. As gravações foram realizadas no estúdio Seaside Lounge (Nova Iorque) em fevereiro e no interior paulista no mês de março. A produção esta nas mãos de Roger Paul Mason, que já trabalhou com a banda paulistana Holger e com artistas como Dirty Projectors e Mike Patton, e para a finalização do mesmo e lançamento do CD, que ainda incluem mixagem, masterização e prensagem é que incluímos e pedimos a colaboração dos amigos, leitores, fãs, familiares e todos que acreditam no trabalho maravilhoso que a Single Parents vem nos proporcionando desde a sua estréia. 

Agora cabe a você ajudar a tornar este projeto viável e proporcionar mais uma bela obra-prima para o rock alternativo nacional. Vale lembrar também que este projeto possui prazo determinado, e só será financiado se atingir R$ 5,600,00 até o dia 18/08/2011. Então mãos a obra e força para o underground brasileiro!!!

Entre em contato e faça a sua parte através deste site: Catarse 

E para quem alinda não conhece o primeiro EP da Single Parents, segue "Could You Explain?"
01 Last Conversation
02 Modern Times
03 Contradictions
04 Homesick




sábado, 25 de junho de 2011

Electric Mind "Sick/Contr'addiction Single" (2011)

01 Sick 
02 Contr'addiction


Aventurar-se pelos terrenos férteis e escorregadios aos quais o rock independente encontra-se atualmente parece uma tarefa não tão árdua quando comparada a décadas atrás, basta ver a quantidade significativa de bandas e projetos criados dia após dia nos seus mais diferentes subgêneros. Mas aventurar-se pelos mesmos terrenos com uma proposta totalmente sincera e exasperar toda a paixão e intimismo com voracidade sem deixar seu nome figurar apenas entre listas e estatíscas vem a ser a proposta mais honrosa e aplausível entre as bandas que exprimem a verdadeira essência da música em suas mentes e corações, e a banda Electric Mind justificadamente se enquadra a esta classe de artistas: os que exprimem arte, personalidade e genialidade em suas composições acima de tudo.
É exatamente esta a ideia que a banda formada em Porto Alegre por Nyh Vignoli (guitarra e vocal), Kika Hare (guitarra), Marina Jaskulski (baixo), Gabriela Tellini (teclado e vocais) e Giana Cognato (bateria) nos traz a tona com o seu debut, o single "Sick/Contra'ddiction", em duas canções que provam a total destreza e sensibilidade da banda em composições que carregam uma grande diversidade de influências captadas por cada integrante dentro da banda, passando pela delicadeza do folk contemporâneo e do experimentalismo eletrônico dançante ao clássico indie rock de guitarras carregadas e climas intimistas, fazendo desta estreia uma simetria mágica de canções que expressam densidade, intensidade e  honestidade ao logo delas, como em uma confissão pessoal onde todos os sentimentos são exorcizados e magistralmente transformados em música.