Menções a temas como ocultismo e esoterismo. psicotrópicos, morte e espiritualismo são alguns dos pontos centrais que emanam diretamente na obra de estréia deste quarteto formado na capital islandesa, Reykjavik por Nonni Dead, Henrik Björnsson e Ryan Carlson Van Kriedt. Surgidos sob os mesmos ares gélidos de algumas das bandas mais geniais, piradas e inovadoras da história como The Sugarcubes, Björk, Sigur Rós, Go Go Darkness e Singapore Sling o Dead Skeletons não deixa seu nome para trás com seu debut intitulado Dead Magick e surge com uma obra digna de qualquer lista de melhores do ano ao fundir lisergicamente seu groove psicodélico com tons dark e neo-góticos em 12 canções carregadas de mistério e experimentalismo. Druggy music ao melhor estilo do legado deixado por Anton Newcomble e seu The Brian Jonestown Massacre com influências diretas de Suicide dando novos ares ao futuro da música psicodélica onde o tema central passa a ser a morte e os sintetizadores e guitarras regem o clima perturbador nesta pérola alucinógena que certamente deverá ser mantida como um divisor de águas na história da nova música alternativa e underground mundial. Um disco essencial do início ao fim!!!
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
Freak SCene: "Catarina Sounds" (2011)
01 "Quando os Muros se Tornam Estradas" Bela Infanta
02 "Junia" Cassim & Barbária
03 "Drive The Breeze (Echo Vocal Mix)" Starfire Connective Sound
04 "Príncipe" Búfalo
05 "Manabu" Os Skrotes
06 "ICU" Where I Belong
07 "Outono de 1987" Bela Infanta
08 "The Orchard III" Cassim & Barbária
09 "The Girl With A Country Name" Starfire Connective Sound
10 "Hanna" Búfalo
11 "O Estupro dos Cisnes" Os Skrotes
12 "Anymore" Where I Belong
Texto por Léo Telles Motta
Através de manifestações ora discretas, ora extravagantes, a produção cultural alternativa efervesce mundo afora. Agora. Mas não só agora, não só lá fora e certamente não só o que é captado pelos curtos braços da mídia tradicional e até mesmo de portais mais relevantes destes segmentos. Santa Catarina, ainda que a raros passos mais largos, é também parte dessa efervescência. A coisa está acontecendo aqui dentro e lá fora; o produto é descentralizado e o meio também, cada vez mais.
Na coletânea Freak SCene: Catarina Sounds, o músico gaúcho Al Schenkel - instalado no sul catarinense há cinco anos - faz uma curadoria com algumas dessas conexões musicais mais recentes. A tracklist é diversificada tanto em questões sonoras quanto em seu desdobramento geográfico. De Guaramirim a Criciúma, passando por nossa capital e outras grandes cidades nos arredores, temos vários pontos dentro da linha tênue que separa o minimalista e o explosivo, o lo-fi e o super-produzido.
Instrumental junkie, krautrock, noise-rock, folk, grunge e pós-punk são algumas das tags para esta coletânea, que traz uma salada de nomes ainda mais diversa; Cassim & Barbária, Starfire Connective Sound, Búfalo, Skrotes, Where I Belong e Bela Infanta. O que há neste registro é um apanhado perspicaz de uma cena recente - e até um pouco subestimada - que grita por atenção, por sua sinceridade e comprometimento ao livre espírito da criação musical. De quebra, essa mixtape é empacotada (na medida do possível, se tratando de arquivos digitais) pela arte de Itapa Rodrigues, músico e artista plástico gaúcho.
terça-feira, 27 de setembro de 2011
The Shoegaze Collective Sounds: A Wordwide Sound Explosion (2011)
Disc 1
01 "Red Dog" Morpheme
02 "You Kids Should Know Better" Airiel
03 "Humming" Medialunas
04 "Written" Drowner
05 "Dead Man's Hands" The Crushing Low
06 "Taking The Pass" Fjord Rowboat
07 "Frozen (In Time) Waterballoon" This Lonely Crowd
08 "Runaway" Badhoneys
09 "Downtown" Autumn Thieves
10 "Empty Streets of L.A." Moloko Velocet
11"To Dream That You Are Floating Drunk Among The Storm" Starfire Connective Sound
12 "On & On" Free Electric State"
13 "Night" The Foreign Resort
14 "Near" Transmission
15 "Gone" Chatham Rise
16 "Quando os Muros Se Tornam Estradas" Bela Infanta
17 "Bernadette" Brief Candles
18 "Prelude For Antecipation" Herod Layne
19 "Redemption" Clarence Mayhew
20 "Song Of The Moon" Plasticstatic
21 "Oh So Clear" Stellarscope
22 "Wildfires" The Solar System
23 "Thank You" Data Unit
24 "When We Talk' New Speedway
25 "Alpina" Acaena Eterna
Disc 2
01 "Silence" Spell 336
02 "Cathode Ray" Screen Vinyl Image
03 "Below" Asalto al Parque Zoológico
04 "Don't You Put Your Hands There" Scarlet Chives
05 "Rocket Fuzz" Loomer
06 "Road Meets The Sky" The Fauns
07 "Dogma" S.O.M.A.
08 "Sirens" Her Vanished Grace
09 "White Christmas" 93MillionMilesFromTheSun
10 "Come Together" The Tamborines
11 "Ich Bin Zang" Music for Headphones
12 "Bury My Heart In Warsaw" Lautmusik
13 "Sacrificial Anode" Folieu Adieu
14 "Great Times" Panophonic
15 "Swamp" Hangin Freud
16 "The Waiting Song" ixtlan.noisetrack
17 "Forever Shaken" This Ascention
18 "About Kings And Queens II" The Sorry Shop
19 "How It Is" Lightfoils
20 "Send City Down" Ursula Minor
21 "The Ballad Of Billie Pearl
22 "Catch Your Fall" Presents For Sally
23 "Breathless" Wood Owls
24 "Black Pearls" Death Valley Sleepers
25 "Drawn To The Sea" Andy Durutti
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
The Oscillation "Veils" (2011)
Impressionante o poder de absorção e impacto que alguns discos são capazes de propor logo de cara e isto me ocorreu instantaneamente na audição de "Veils", segundo disco desta banda inglesa formada por Demian Castellanos, Tom Rellen, Chris Wackrow e Jon Abbey onde a lisergia psicodélica é fundida as influências krautrock rendendo canções chapantes com texturas melancólicas e flutuantes ao longo da obra. O disco é uma fusão concisa de experiências delirantes e extasiadas onde o experimentalismo dita as regras, proporcionando ao ouvinte um poder quase xamânico de transe. "Veils" surge após quase três anos do debut lançado pelo quarteto: "Out Of Phase" e acerta em cheio na viagem total proposta pela obra como um todo. Destaques para "Future Echo", "Fall", "Telepathic Birdman", "Shake Your Dreams Awake", "See Through You" e "Lament". Uma obra essencial para fãs de Spaceman 3, NEU!, Tangerine Dream e Miles Davis e toda a loucura capaz de ser proposta através da música. Nota 10 e certamente um disco para qualquer lista de melhores do ano!!!
Sin Ayuda "Noise Reminders" (2011)
Há pouco mais de um mês a banda Sin Ayuda dava sinais do que estava por vir através do single "Wednesday, Thursday Lie", uma prévia concisa e empolgante usada como carro-chefe para anunciar a chegada de seu primeiro disco cheio, o álbum "Noise Reminders". E eis que ha poucos dias este marco fora alcançado por este quarteto de Taubaté/São José dos Campos formado por Vinícius Pacheco, Julito Cavalcante, Diego Xavier e Ricardo Henrique, ganhando rapidamente e merecidamente seu espaço junto a blogs especializados e mídias que destacam e sabem reconhecer música de qualidade, aumentando aos poucos este número de admiradores fiéis que a banda vem conquistando desde o lançamento de seus trabalhos anteriores. Noise Reminders é uma celebração ao barulho despretensioso e a psicodelia que afetam e são usadas como núcleo de inspiração pela banda, aliadas as influências alt-rock clássicas dos anos 90 e também ao folk-rock, o que acaba por dar a banda diferentes vertentes mas que se intercalam como em um passe de mágica ao longo da obra, rendendo tanto em baladas desconcertantes e lisérgicas com em "Math", na beleza melancólica de "Oneironaut" e em "Strange Things Happen In The Universe" e seu final caótico quanto em canções como "Advice From A Grandmother Gull", "Country House" e a já citada "Wednesday, Thursday Lie", que apostam na urgência como verve e plano de fundo. A Sin Ayuda de longe é uma das bandas mais bacanas desta nova safra de nomes surgidos pelos quatro cantos do país e seu trabalho merece de pé aplausos pelo conteúdo altamente bem elaborado e pela despretensão contida acerca dele. Uma obra excelente do início ao fim e altamente recomendada!!!
Download
Veja o teaser do disco Noise Reminders:
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
ixtlan.noisetrack "Songs For Guys On Their Thirties EP" (2011)
01 "Murder"
02 "The Riding Song"
03 "Jesus Stole My Car"
04 "Your Time To Sleep"
05 "The Waiting Song"
Fazer rock alternativo no Brasil definitivamente nunca foi um trabalho viável pra quem sonha em viver de sua arte e torná-la possivelmente uma profissão rentável desde sempre mas isto não tem sido um problema para quem vem acompanhando o surgimento em grande escala de novas bandas e seus respectivos trabalhos nos últimos anos. Claro que este fator implica no processo de gravações de álbuns, na movimentação dos artistas em relação a shows e tudo mais, mas este favor negativo não vem a tornar-se um impecílio total para quem realmente acredita no que faz e o faz por puro e admirável amor ao ideal. Extremamente anexado a este conceito praticado surge a ixtlan noisetrack, duo formado em 2008 por Nando Guglielmi e Jaime Castro na cidade de Gravataí, RS nos trazendo a tona seu debut intitulado "Songs For Guys On Their Thirties EP", uma obra contendo cinco pérolas certeiras lotadas de boas referências e intimismo ao longo das faixas, seja pelo punch de guitarras pungentes evocando um culto ao alt-rock norte americano dos anos 90 da ótima faixa de abertura "Murder" e em "Jesus Stole My Car", nas introspectivas e louváveis "Your Time To Sleep" e "The Riding Song" com seus vocais em tons confessionais ou na parceria perfeita em conjunto com o vocalista Daniel Rosemberg da banda Moldavia, resultando na maravilhosa "The Waiting Song", faixa que encerra o EP de forma excepcional nos dando a certeza de que não precisamos buscar apenas no mainstream ou nos círculos viciosos sugeridos pela mídia por obras geniais para suprir nossas necessidades em ouvir trabalhos com alta qualidade e que o rock underground brasileiro anda em alta, talvez como jamais esteve apesar de cativar um pequeno grupo de admiradores e não atingir grandes massas de ouvintes. Enfim, "Songs For Guys On Their Thirties EP" é para lavar a alma de qualquer pessoa que desacredite no que é produzido em território nacional e altamente recomendado a partir de agora. Excelente!!!
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
This Lonely Crowd "The Art Of Training Squirrels" (2011), from Doppeldanger And Other Delicious Secrets
Convidado e orgulhosamente encarregado de liberar e publicar a primeira faixa que abre o novíssimo disco de bsides dos Curitibanos da This Lonely Crowd, com a faixa The Art Of Training Squirrels da obra intitulada "Doppeldanger And Other Delicious Secrets" eis que o quarteto formado na capital Paranaense no ano de 2009 por Tweedledum, Tweedledee, Humpty Dumpty e Red Queen visita as páginas do blog pela primeira vez. "Doppeldanger And Other Delicious Secrets" surge á tona como o lado B do recente e essencial "Some Kind Of Pareidolia", primeiro disco cheio da banda e suas cinco faixas absurdamente geniais foram divididas para o lançamento individual através de cinco blogs/sites escolhidos pessoalmente pela banda. The Art Of Training Squirrels trata-se de uma amostra perfeita do poder criativo da banda em seu ápice total, onde as influências diretas de post-rock e dos primeiros trabalhos do Smashing Pumpkins, anexadas a fixação dos integrantes por contos de fadas, em especial e notavelmente pelas obras de Lewis Carrol regem o clima introspectivo e assombroso ao qual a faixa nos guia, com sua atmosfera de guitarras flutuantes onde os graves do baixo e a bateria arrastada intensificam o intimismo tecido pelo quarteto ao longo de seus 7 minutos e 18 segundos de pura lisergia. A This Lonely Crowd de longe é uma das bandas mais instigantes e interessantes surgidas nos últimos anos em nível mundial e se você não sabe do que estou falando basta conferir seus trabalhos disponibilizados gratuitamente através do grandioso selo independente Sinewave, lar de grandes bandas do cenário nacional. Altamente recomendado!!!
OUÇA E BAIXE :
Segue a lista de blogs referentes a cada publicação das faixas de "Doppeldanger And Other Delicious Secrets"
01 "The Art Of Training Squirrels" Sussurros e Escarros
02 "Lolo" Floga-se
03 "There Comes The Seelie Court" Ambexplosão
04 "Playin' me Heartstrings" Defenestrando
05 "First Kid On Mars" Rockinpress
terça-feira, 30 de agosto de 2011
The Nocturnes "Aokigahara" (2011)
"Aokigahara" é o primeiro Full Lengh desta banda formada em Los Angeles no ano de 2007 por Emma Ruth Randle, Julian Rifkin, Paris Patt e Dave Clifford. A combinação de elementos shoegaze, folk, sadcore, post-rock e chamber pop em tons góticos e soundscapes tênues são exercidas de forma mágica na estréia deste quarteto que exala melodias reverberadas, guitarras atmosféricas e harmonias super bem estruturadas. Vale lembrar que Emma e Dave também fazem parte da bacana Red Sparowes, banda instrumental/post-rock formada na mesma cidade onde o The Nocturnes surgiu. Sem mais delongas deixo-lhes "Aokigahara" e suas oito pérolas que parecem ter sido tecidas para alguma soundtrack de sonhos e divagações, uma obra e tanto para para refletir nestes dias onde a chuva parece deixar os dias mais longos, cinzentos e introspectivos, assim como a sonoridade remetida pelo The Nocturnes. Obrigatório!!!
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
Hierofante Púrpura "Transe Só" (2011)
É fato que poucas bandas brasileiras venham a me surpreender com suas letras quando executadas em português e o Hierofante Púrpura encabeça esta pequena lista junto com Lê Almeida, Bela Infanta e Viana Moog. "Transe Só" é o fechamento de um ciclo envolvendo o lançamento do primeiro disco cheio deste trio de Mogi Das Cruzes/SP formado por Danilo Sevali, Gabriel Mattos e Diogo Menichelli no ano de 2005 e que em 2009 deu início a esta trilogia maravilhosa antecedida pelos EPs "Adubado", de 2009 e "Crise De Creize", também de 2009. O caldeirão de semelhanças ficam a encargo de Pavement, Arnaldo Baptista, Yo La Tengo, Fugazi e tantos outros nomes maravilhosos que com sua parcela de influência acentuam a sonoridade do trio que passeia lisergicamente pelo alt/rock noventista com doses irreversíveis de psicodelia e uma pequena parcela de tropicalismo, e tudo isso orquestrado em meio a vocais esganiçados, instrumentais ácidos e pungentes e letras com um lirismo embriagado desconcertantes. Em uma época onde uma grande parcela das bandas fazem o impossível para seguir as tendências e alcançar seu lugar ao sol e os holofotes que acercam os meios radiofônicos e virtuais a Hierofante Púrpura deixa de lado esta pretensão, digamos que efêmera para dar vazão as suas ideias primais e exercer com total veemência e ardor este verdadeiro liquidificador sonoro por onde são extraídas suas canções colocando-os ao topo das bandas mais expressivas e honestas artisticamente em território brasileiro. "Transe Só" e suas 12 pérolas chapantes é um lançamento em conjunto entre os selos independentes Popfuzz Records e Transfusão Noise Records e um misto de qualidade, poesia e psicodelia como poucas bandas são capazes de tecer. Uma obra viciante e obrigatória do início ao fim!!!
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
Pavement "Perfect Sound Forever" (1991)
- "Heckler Spray"
- "From Now On"
- "Angel Carver Blues/Mellow Jazz Docent"
- "Drive by Fader"
- "Debris Slide"
- "Home"
- "Krell Vid-User"
Boa noite, pessoal! Esse é meu primeiro post como colaborador do blog, e eu sou o vulgarmente conhecido como nando, e já que eu não sou um cara muito exagerado vou começar com um post bem pequeno, de um ep muito cru, lançado em 91 pela minha banda favorita, o Pavement.
Perfect Sound Forever foi o último de uma sequência de ep's lançados pela banda antes da estréia fenomenal do Slanted & Enchanted, e é um disco um pouco diferente, principalmente pelo peso das guitarras e melodias muito mais cruas. O engraçado é que após o sucesso do disco de estreia a DragCityRecords, que lançou os 3 primeiros ep's do PVMT os relançou em uma compilação (Westing...), e ganhou muita grana sem deixar um centavo pra turma do Malkmus...
Perfect Sound Forever foi o último de uma sequência de ep's lançados pela banda antes da estréia fenomenal do Slanted & Enchanted, e é um disco um pouco diferente, principalmente pelo peso das guitarras e melodias muito mais cruas. O engraçado é que após o sucesso do disco de estreia a DragCityRecords, que lançou os 3 primeiros ep's do PVMT os relançou em uma compilação (Westing...), e ganhou muita grana sem deixar um centavo pra turma do Malkmus...
Enfim, ainda que não lapidadas, todas as características do PVMT estão aqui, como as microfonias à la Lou Reed, a tosquíssima bateria de Gary Young, o estilo displicente de cantar do Malkmus e suas letras indecifráveis, e o sempre 'melhor do mundo' Bob Nastanovich com seus berros como marca registrada.
Um disco que me influencia até hoje, essa é a minha recomendação de estreia!
Um disco que me influencia até hoje, essa é a minha recomendação de estreia!
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